sábado, 14 de maio de 2011

QGEP anuncia perfuração de dois novos poços

Fonte: Redação (tnpetroleo.com.br)
Data: 12/05/2011 09:04
A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) anunciou que irá iniciar a perfuração de dois poços exploratórios ainda neste trimestre, no bloco BM-J-2, na Bacia do Jequitinhonha, em maio, e no bloco BM-S-12, na Bacia de Santos, em junho deste ano. 
 
A produção de gás da QGEP no primeiro trimestre foi de 167 MMm³ contra uma produção de 238,1 MMm³, no mesmo período do ano passado. A expectativa da empresa, porém, é que a capacidade total de produção seja retomada ainda no segundo semestre deste ano, com a volta da operação dos três poços, que estavam fechados para manutenção.  
 
Além disso, a QGEP informou que com a realização de sua oferta pública inicial de ações (IPO) em fevereiro, a empresa captou mais de R$1,5 bilhão, valor que será destinado à investigação de prospectos exploratórios do portfolio de ativos da empresa e na aquisição de novos blocos por meio da participação em rodadas de licitação da ANP e farm-ins. Em 31 de março, o caixa líquido superou R$ 1,4 bilhão. 

O fluxo de caixa de atividades operacionais atingiu R$  81,6 milhões nos primeiros três meses de 2011, já a receita líquida totalizou R$ 71,1 milhões contra R$ 90,7 milhões no mesmo período de 2010, em conseqüência da queda na produção por conta do fechamento temporário para manutenção de poços no Campo de Manati. O EBITDAX (o lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos exploratórios) foi de R$27,9 milhões, com margem de 39%.  O EBITDAX ,  não considerando as despesas não recorrentes ,  é de 72%. Já o lucro líquido totalizou R$13,4 milhões e a margem líquida atingiu 19%. 
 
“Os resultados financeiros positivos para o período se devem à combinação dos lucros operacional e financeiro, embora a produção de gás tenha sido reduzida conforme esperado. Isto ilustra o alto nível de eficiência operacional atingido no Campo de Manati, na Bahia”, afirma José Augusto Fernandes Filho, presidente da QGEP. 

O capital adicional levantado no IPO será aplicado na exploração e desenvolvimento do portfolio atual da empresa e para  a  expansão da base de ativos por meio da possível participação na 11ª rodada de licitação para novos blocos exploratórios da Agência Nacional do Petróleo, prevista para setembro, e de farm-ins. A qualificação da QGEP como Operador “Tipo A” pela ANP   permite que a Companhia opere em águas profundas e ultraprofundas , possibilita ndo  um maior número de oportunidades  para alavancar seu crescimento. 

OGX encontra anuncia descoberta de petróleo em águas rasas da Bacia de Santos

Da Redação (agenciario.com)   
A petrolífera OGX, do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta quinta-feira (12) a descoberta de hidrocarbonetos na seção albiana do poço 1-OGX-30-RJS, no bloco BM-S-58, em águas rasas da Bacia de Santos. A companhia detém 100% de participação no bloco. “Esta é a primeira descoberta neste poço e a quinta da OGX e empresas parceiras na Bacia de Santos”, informou a OGX em comunicado. Segundo a empresa, foi encontrada uma coluna com hidrocarbonetos nos carbonatos albianos de aproximadamente 330 metros. Essa descoberta está localizada em área próxima à acumulação de Belém, descoberta pelo poço OGX-17 e cujo plano de avaliação foi recentemente aprovado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no bloco BM-S-56. "O poço OGX-30 (Salvador) comprovou um novo play em carbonatos fraturados de idade albiana, com expressiva coluna de gás e uma grande área estruturada", afirmou o diretor geral e de exploração da companhia, Paulo Mendonça. "Essa descoberta nos permitiu confirmar o modelo geológico para essa região para que possamos, a partir de então, iniciar a delimitação para essa descoberta", acrescentou. O poço OGX-30, localizado no bloco BM-S-58, situa-se a 105 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de aproximadamente 150 metros. A sonda Ocean Quest iniciou as atividades de perfuração no dia 11 de janeiro de 2011. FA

terça-feira, 10 de maio de 2011

OGX prevê iniciar produção de petróleo em setembro

Do Setorial News - Energia (agenciario.com)
 09/05/2001 - 18:26
A petrolífera OGX prevê iniciar a produção de petróleo em setembro ou outubro deste ano, com o Teste de Longa Duração (TLD) na acumulação de Waimea, na Bacia de Campos, informou nesta segunda-feira (9), o diretor geral e de exploração da empresa, Paulo Mendonça, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre.

Segundo a companhia, a expectativa de produção em Waimea é de chegar a 60 mil barris de óleo equivalente por dia em 2012.
Mendonça disse também que os blocos da OGX na Bacia do Espírito Santo serão perfurados em setembro e haverá emissão de um novo relatório com o potencial da região.

Ele informou ainda que a empresa tem interesse em participar da 11ª rodada de licitação de blocos de petrolíferos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para setembro.

ANP cria grupo de trabalho para comandar regulamentação do mercado de etanol

Fonte: Agência Brasil
Data: 09/05/2011 09:49
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) criou um grupo de trabalho que vai definir as ações para regulamentar o mercado de etanol no país. A decisão atende à Medida Provisória 532, assinada no dia 29 de abril pela presidenta Dilma Rousseff, que tornou a agência responsável pela cadeia de produção, movimentação e abastecimento de biodiesel e etanol, incluindo importação e exportação dos produtos.
 
Entre outras providências, a MP 532 conferiu poder ao Executivo para alterar o percentual de álcool anidro adicionado à gasolina, que poderá variar de 18% a 25%, com objetivo de reduzir o preço final do combustível aos consumidores. A decisão do governo de mudar a classificação do etanol de produto agrícola para insumo estratégico, tornando ANP responsável pela estocagem e comercialização do combustível, repercutiu em diversos setores ligados ao produto.
 
Na opinião do diretor da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) Ricardo Viana, a decisão do governo de mudar a classificação do etanol (de produto agrícola para combustível estratégico) "atende à antiga reivindicação da categoria". Haverá, segundo ele, maior regulação do setor, porque o etanol "só se tornava combustível, e não meramente um produto agrícola, quando era emitida nota fiscal na saída da usina para redirecionamento à distribuidora".
 
O pesquisador da Embrapa e especialista em agroenergia José Manoel Cabral acredita que o governo agora passa a ter condições de "implementar um plano estratégico, por meio da ANP, para aumentar a produção de álcool”. Segundo ele, com a mudança do status do etanol, que passa para a categoria de insumo estratégico, haverá melhor condição para planejar a produção e a distribuição, com regulação do percentual de mistura [de álcool na gasolina]".
 
Para o diretor técnico da União Nacional da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues, "é de se esperar a instalação de novas unidades de processamento da cana-de-açúcar como aconteceu entre 2005 e 2008 e, também, o aumento da lavoura para aumentar a fabricação do etanol".
 
Essa será, de acordo com Rodrigues, a solução para regularizar o abastecimento interno do álcool combustível. Em 2005, havia um cenário muito positivo de produção e o Brasil saiu de um estoque de 300 mil toneladas de cana para 600 mil toneladas anuais. Na época, o número de usinas cresceu na mesma proporção. Mas, a partir de 2008, houve retração da oferta de etanol e não se viu mais a instalação de novas usinas.
 
O diretor da Unica alertou que, em situações assim, o investidor precisa ter segurança de retorno financeiro do negócio, pois é necessário gastar dezenas de milhões de dólares em novas usinas. Para Rodrigues, a redução do percentual mínimo de mistura do álcool à gasolina, que passa a variar de 18% a 25%, é uma medida que pode ajudar apenas em momentos pontuais.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Projeto Rio Petróleo


Com o crescimento vertiginoso da produção de petróleo no país, em especial no Rio de Janeiro, diversas empresas estão se instalando no Estado para participar do mercado de prestação de serviços e fornecimentos de bens, fundamentais para execução das atividades de exploração e produção. Os desafios de obter financiamento acessível e suportar a pesada carga tributária também fazem parte da indústria do Petróleo e da cadeia de fornecedores.
Como forma de amenizar e atrair novas indústrias, o Decreto nº 27.427 que trata do ICMS do Estado do RJ, traz a previsão de diversos benefícios para o Setor, no denominado Projeto Rio Petróleo. Os benefícios podem ser financeiros, tais como linha de crédito de até 100% do valor, carência de até 60 meses, bem como podem ser benefícios tributários, como diferimento de ICMS que reduz significativamente o impacto de acúmulos de créditos tributários e do investimento necessário para o projeto.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ES é incluído na 11ª rodada de licitações de blocos de petróleo

Fonte: ESHOJE - 04/05/2011

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará no segundo semestre deste ano a 11ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios. A Agência foi autorizada, no dia 28 de abril, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em reunião em Brasília. A Margem Equatorial Brasileira, tida como uma área muito promissora, será o destaque da rodada com cinco das nove bacias.
Serão licitados 174 blocos (87 em mar, 87 em terra), divididos em 17 setores em nove bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Paranaíba, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Potiguar, Recôncavo e Sergipe-Alagoas. Serão licitados cerca de 122 mil de quilômetros quadrados de áreas exploratórias em terra e em mar. Com isso, se todos os blocos forem arrematados, a área exploratória brasileira que atualmente é de apenas 314 mil km² e vinha diminuindo nos últimos anos, terá um crescimento de 40%.
No total, incluindo os campos em produção e desenvolvimento a área sob concessão soma 338.088 km². A ANP estima que arrecadará no mínimo cerca de R$ 200 milhões com os bônus de assinatura a serem pagos pelas empresas pelos blocos. A 11ª Rodada será a primeira a ser feita com o novo modelo de contrato de concessão a ser divulgado pela ANP após a compilação das sugestões colhidas durante a audiência pública realizada no dia 19 de abril.
ESPÍRITO SANTO - Serão ofertados 6 blocos em terra, total de 178 km², com bônus mínimo previsto de aproximadamente R$ 4 milhões. A Bacia do Espírito Santo, porção terrestre, é classificada como uma bacia madura, cujo histórico exploratório remonta à década de 50, com o primeiro poço perfura¬do em 1959, pela Petrobras, nas proximidades da cidade de Conceição da Barra (poço estratigráfico 2-CBST-1-ES). Esta bacia estendendo-se desde o sul do Estado da Bahia até o centro-sul do Estado do Espírito Santo.
Para a 11ª Rodada de Licitações estão sendo propostos 6 blocos localizados no setor SES-T6, totalizando uma área de 178 km². Potencial para descoberta de óleo. Produção: Em fevereiro a Bacia do Espírito Santo produziu 54.516 (bbl/dia) de petróleo e 6.196 (mm³/dia) de gás, totalizando 93.488 (boe/d).

Novo marco para etanol e biodiesel

Fonte: Valor Econômico
Data: 03/05/2011 10:01
O governo fará um "novo marco regulatório" para o etanol e o biodiesel e a Petrobras fará parte dessa etapa ao reforçar os investimentos nesses segmentos até 2015, informou o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto. As medidas deverão ser adotadas nos próximos meses, em paralelo à transformação do etanol em combustível estratégico sob fiscalização e controle da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
 
"A agenda de regulação é de governo, que tomará a iniciativa de um novo marco regulatório do etanol e do biodiesel por causa do sucesso e do impacto de ambos na economia da energia", afirmou Rossetto.
 
O presidente Petrobras Biocombustíveis diz que o etanol significa 50% do volume de veículos e o biodiesel já tem 5% na matriz energética brasileira. "Eles marcam o perfil da produção sustentável, assumem importância que exigem outro padrão regulatório, mas isso é agenda de governo".
 
No início de abril, a presidente Dilma Rousseff determinou alterações na regulação do etanol como resposta à substantiva elevação de preços, com impacto nos índices da inflação, e as ameaças ao abastecimento interno do combustível. Na sexta-feira, o governo publicou medida provisória para ampliar a banda de variação da mistura do etanol anidro na gasolina. Agora, fará um novo marco regulatório.
 
A aceleração nos planos de investimento da Petrobras em etanol também responde a um apelo da presidente Dilma Rousseff. "Vamos crescer os investimentos em etanol nos próximos anos e aumentar nosso capacidade", informa Rossetto. "A Petrobras assumiu esse compromisso. O mercado do etanol cresce 10% ao ano e vamos ocupar parte disso, ampliar o abastecimento e também crescer em alcoolquímica. Esse é o nosso negócio e estamos preparados para isso", afirma.
 
A estatal está em processo de avaliação de seu plano quinquenal de investimento para o período 2011-2015, a ser divulgado ainda em maio. A empresa dará prioridade à área de pesquisa e desenvolvimento, sobretudo para garantir biocombustíveis de "segunda geração". "Vamos investir muito em P&D, na vanguarda tecnológica dos biocombustíveis, no etanol de segunda geração e na melhoria genética das oleaginosas", diz o executivo. E detalha: "Queremos ter variedades mais rústicas, com mais foco no Semiárido, via análise dos ciclos de vida e aperfeiçoamento do padrão de produção".
 
A Petrobras Biocombustíveis, cuja meta de participação no mercado de etanol estava fixada em 5% até 2014, deve ampliar as apostas nesta área a partir dos investimentos em etanolduto e em novidades logísticas como a hidrovia Tietê-Paraná, ambos planejados para garantir o escoamento da produção do Centro-Oeste no longo prazo. "Nossa agenda é de produção. Temos investimentos em execução no período 2010 a 2014 de US$ 2,5 bilhões. Disso, US$ 1,9 bilhão são só para etanol".
 
O executivo diz que o braço de novos combustíveis da estatal encerrou 2010 com participação acionária em 14 usinas no Brasil - dez de etanol e quatro de biodiesel. Ao longo do ano passado, a empresa elevou sua capacidade instalada a 1 bilhão de litros de etanol e a 500 milhões de litros de biodiesel. A Petrobras mantém participação nas usinas Guarani, Nova Fronteira e Total. E busca novas empresas com "qualidade econômica, logística e ambiental, além de viabilidade", segundo o executivo. Na mira, estão tanto projetos "greenfield" ou construídos, mas com 100% de mecanização do plantio e da colheita. "Queremos gestão e operação com altos padrões". O crescimento se dará a partir da Guarani em São Paulo e da Fronteira em Goiás. "Compartilhamos gestão e alto padrão. E cresceremos a partir dessas empresas".
 
Rossetto diz que a Petrobras Biocombustíveis reforçará o "compromisso" com os projetos de biodiesel no Pará e a atuação no óleo de palma. "Vamos construir nossa usina para abastecer o Norte do país. Teremos um conceito de sustentabilidade, amplo rigor ambiental e forte integração com a agricultura familiar".